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domingo, 15 de março de 2015

Asilo encerrou as atividades

Conforme notícia publicada no site do Jornal Município Dia-a-Dia:

Instituição centenária encerra as atividades para ampliar espaço do hospital

Espaço abrigava 14 asiladas que foram transferidas para outras instituições


asilo 1
Crédito:Bárbara Sales


O centenário Asilo Nossa Senhora do Caravaggio está oficialmente de portas fechadas. O abrigo funcionava anexo ao Hospital Azambuja, em cima do prédio da emergência, e há cerca de dez dias foi totalmente desativado.
As 14 asiladas que viviam no local ou voltaram para suas famílias, ou foram transferidas para outras instituições de Brusque e região. “Apenas quatro voltaram para a família, as outras foram para outras casas”, diz a irmã Isaura Carlessi, responsável pelo local há 21 anos.
O anúncio do fechamento do asilo aconteceu no fim do mês de setembro do ano passado. Na época, o diretor administrativo do Hospital Azambuja, Fabiano Amorim, afirmou que a instituição funcionaria até março deste ano. Segundo ele, a necessidade de expansão do hospital e a falta de recursos para manter o asilo foram fatores determinantes para a decisão de fechar o local. “Desde 2011 não estávamos recebendo nenhuma asilada. Fechamos porque precisamos ampliar a área hospitalar. Consultamos o Ministério Público, assinamos um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), e nos informaram que para criar um asilo oficialmente, precisaríamos criar um CNPJ novo e o custo dessa legalização é muito alto. Tem asilada que não contribui com nada e tem outras que dão o salário mínimo, se os custos hoje já não fecham, se montássemos um asilo oficial também não fecharia”, justifica.
Amorim afirma que nesta semana já entregou toda a documentação referente ao fechamento da casa ao Ministério Público, e a transição para o fechamento foi tranquila. “Conversamos com antecedência com os familiares, tentamos conciliar da melhor maneira possível para que a pessoa que estava aqui junto do nosso convívio, tivesse sua situação resolvida da melhor maneira possível”, diz.
Das 14 asiladas, apenas uma permanece nas dependências do Hospital Azambuja. “Ela está um pouco debilitada, e está internada na enfermaria. Acredito que ela deve ser transferida para outra instituição assim que se recuperar”, destaca irmã Isaura.
O espaço que hoje já está vazio deve abrigar novos leitos da unidade hospitalar. “Com o fechamento do asilo, vamos conversar sobre o que poderemos fazer naquele espaço. Provavelmente será uma nova ala de quartos, mas para isso precisaremos adaptar toda aquela estrutura para a realidade hospitalar. Vamos precisar de um projeto arquitetônico completo, por isso, a reforma ainda não tem prazo para iniciar”, informa Amorim.
Na lembrança
Por 21 anos, a irmã Isaura Carlessi foi uma das responsáveis por cuidar do asilo. As lembranças que ela guardará do local são de muito trabalho e carinho. “Ainda é estranho. Sempre tinha aquela movimentação lá, e agora está fechado. De vez em quando ainda me pego indo em direção ao asilo, aí lembro que não tem mais nada lá”, diz.
Apesar de sentir falta do trabalho, ela considera que o fechamento do espaço foi a melhor decisão. “Não tínhamos recursos. Tudo era feito pelo hospital. Os medicamentos que elas precisavam, os médicos, a nutricionista, tudo o hospital que bancava. Algumas contribuíam com o salário, outras não tinham nada, então era difícil”, afirma.
Irmã Isaura destaca que nos últimos anos a rotina no asilo era tranquilo. “Quando tinha bastante gente era mais agitado. Ultimamente estava bem calmo. O asilo tinha capacidade para 35, 40 pessoas, o espaço é bem grande. Agora, vamos esperar para ver o que será feito do espaço”.
Segundo ela, as visitas no local eram constantes, mas não dos familiares. “Recebíamos visitas de muitos grupos que vinham para ajudar e distrair as asiladas, mas os familiares eram poucos os que vinham. A maioria deixava a idosa e abandonava. Uma situação triste”.
Mais de 100 anos de história
O asilo faz parte do centenário complexo de Azambuja. Segundo informações do livro Azambuja, 100 anos, do padre José Artulino Besen, a história do asilo começou quando o padre Antônio Eising e o Padre José Sundrup decidiram fazer uma obra social em Azambuja para abrigar os necessitados, entre eles, os idosos.
Em 1901 foi construída uma casa de madeira, de 15 metros de comprimento, com o objetivo de atender aos necessitados. Em seguida, chegaram ao local as Irmãs da Congregação da Divina Providência, e com isso, a ideia inicial dos padres teve êxito. Em 1904, o asilo recebeu um acréscimo de 20 metros de cumprimento, e em 1911, uma instituição independente do hospital e do hospício de alienados.
Nesta época, o asilo localizava-se atrás do atual Museu de Azambuja, e era mantido com a ajuda da população, já que as pessoas abrigadas no local eram muito pobres. Em 1937, uma nova casa foi construída para abrigar os idosos, desta vez, no outro lado da rua. Foi aí que o asilo recebeu o nome de Nossa Senhora do Caravaggio, e passou a receber somente asiladas do sexo feminino.
No entanto, 40 anos depois, o asilo começava a passar por dificuldades e a ser considerado obsoleto, e teve que ser substituído. Foi construído um prédio novo, em 1977, sob a administração do padre Albano Koehler, com 40 apartamentos, anexo ao hospital. A nova ala foi inaugurada em 1978.
Em 1986, as Irmãs Apóstolas do Sagrado Coração de Jesus assumiram o setor de enfermagem do hospital, e aos poucos, assumiram também a supervisão e o atendimento das asiladas até o consequente fechamento da instituição.

http://municipiomais.com.br/instituicao-centenaria-encerra-as-atividades-para-ampliar-espaco-do-hospital/


quarta-feira, 1 de outubro de 2008

ASILO NOSSA SENHORA DE CARAVAGGIO

O Pe. Antônio Eising e o Pe. José Sundrup empreenderam a fundação de uma obra social em Azambuja. Iria abrigar os necessitados, no início sem distinção de categoria: doentes, velhinhos, órfãos e alienados.
No decorrer de 1901 foi construída uma casa de madeira, de 15 metros de comprimento com o intuito de preencher essa finalidade. A seguir foram introduzidas com solenidade e emoção as 3 primeiras Irmãs da Congregação da Divina Providência. Elas logo foram dando provas em abundância de que eram a desejada e indispensável providência. Sua presença e atuação constituíram fator decisivo para o feliz êxito dessa e outras obras de Azambuja. Chegaram a atingir o número de 27 religiosas com o avolumar-se das atividades. Algumas delas, sobretudo as que tiveram que prestar atendimento aos doentes mentais, praticaram verdadeiros heroísmos no cumprimento de suas duras tarefas. Seja dito de passagem que o hospício de alienados, em boa hora em 1942, foi transferido para a "Colônia Sant’Ana", no município de São José. Aqui faltava espaço e os substanciais recursos para investimentos futuros.
No ano de 1904, o Asilo recebeu um acréscimo de 20 metros de comprimento, em 1911 marcou um grande passo em frente ao alcançar a sua independência, separado do hospital e do hospício de alienados, estabelecimentos esses inaugurados nesse tempo. Assim, o 1º Asilo propriamente dito, rejubilava com melhores condições de vivência e de funcionamento.
Localizava-se atrás do atual Museu, distante cerca de 20 metros. Se, por um lado, esse objetivo tinha sido atingido, por outro lado, a sua manutenção exigia, por causa da extrema pobreza das famílias naqueles princípios da colonização, grandes sacrifícios e desprendimento das muitas pessoas de toda a redondeza até Itajaí.
Em 1936-37, passados 20 anos, uma nova casa foi construída para os velhinhos, e destavez no outro lado da rua, onde se encontra hoje, na vizinhança do hospital. Nessa ocasião foi batizado com o nome de "Asilo de Nossa Senhora de Caravaggio", destinado a receber somente asiladas do sexo feminino.
Mas, como o tempo corre, desgasta e se moderniza, 40 anos depois o Asilo era considerado obsoleto e teve que ser substituído. O prédio novo, levantado em 1976-77, sob a administração do Pe. Albano J. Koehler, com 40 pequenos apartamentos e anexado ao hospital como sua ala geriátrica, foi inaugurado em 1978.
Quando em 1986 as Irmãs Apóstolas do Sagrado Coração de Jesus assumiram a enfermagem no hospital, assumiram também, pouco depois, a supervisão e o atendimento das asiladas.
Voltando o olhar para o passado de quase 100 anos, verifica-se a longa caminhada de Azambuja e a continuidade e aperfeiçoamento constante de sua obra religiosa, social e cultural. Devemos isto, sem dúvida à histórica determinação de Dom Duarte Leopoldo e Silva, que concedeu autonomia ao Santuário e obras anexas, submetendo-o à direta jurisdição da Diocese e ampliando-lhe, desta forma, as possibilidades e responsabilidades.
As asiladas desfrutam hoje de condições satisfatórias, tanto humanas, como espirituais e sociais.
O asilo encontra-se anexo ao Hospital arquidioceseano Cônsul Carlos Renaux.