quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
sexta-feira, 7 de outubro de 2011
Nomeações
Dom Murilo Sebastião Ramos Krieger foi transferido da Arquidiocese de Florianópolis para Salvador em 12 de janeiro, onde tomou posse em 25 de março de 2011.
Dom Wilson Tadeu Jönck, scj foi nomeado arcebispo para a Arquidiocese de Florianópolis, que estava vacante desde 25 de março deste ano. Será nosso quinto Arcebispo, sucedendo Dom Murilo Sebastião Ramos Krieger, scj, Arcebispo de São Salvador na Bahia e Primaz do Brasil.
Nascido em Vidal Ramos, SC, no dia 10 de julho de 1951, fez sua Profissão Religiosa na Congregação dos Padres do Sagrado Coração de Jesus (Dehonianos) em 02 de fevereiro de 1972. Em 17 de dezembro de 1977 foi ordenado Presbítero.
Fez seus estudos secundários no Seminário Menor São José, em Rio Negrinho, SC, nos anos de 1963 e 1964 e depois na cidade de Corupá, SC. Cursou Filosofia no Convento "Sagrado Coração de Jesus" na cidade de Brusque, SC, nos anos de 1972 e 1973; e Teologia no Instituto Teológico "Sagrado Coração de Jesus" na cidade de Taubaté, SP, de 1974 a 1977. Formou-se em Educação na Faculdade de Filosofia, em Varginha, MG, nos anos de 1979 a 1981. Obteve licenciatura em Psicologia mediante estudos na Universidade Gregoriana em Roma, de 1986 a 1990.
Exerceu, entre outros, os seguintes cargos: Diretor do Seminário "São José", em Rio Negrinho; formador no Convento "Sagrado Coração de Jesus" de Brusque (1990-2000); vigário paroquial e pároco na cidade de Varginha, diocese da Campanha (1978-1981) e pároco do Santuário "Sagrado Coração de Jesus" de Joinville (2000-2001). Foi membro do Conselho Regional de Dehonianos para a "Região Brasileira Meridional", Professor de Filosofia no Seminário de Brusque e Assistente do mestre de noviços no noviciado Dehoniano "Nossa Senhora de Fátima", em Jaraguá do Sul.
Em 11 de junho de 2003 foi nomeado Bispo Titular de Gemellae in Byzacena e Auxiliar da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro. Recebeu a Sagração Episcopal no dia 16 de agosto do mesmo ano.
No dia 26 de maio de 2010 foi nomeado quinto Bispo da diocese de Tubarão, SC, recebendo, em 18 de julho, das mãos do então Arcebispo de Florianópolis, Dom Murilo Krieger, o báculo como símbolo do serviço confiado ao pastor segundo o modelo de Jesus Cristo que conhece e guia seu povo.
Seu lema episcopal é: “Maximus amor pro amicis mori” - "Amar é dar a vida”.
O novo Arcebispo foi empossado no dia 15 de novembro de 2011, no ginásio de esportes do Colégio Catarinense, Florianópolis, em cerimônia que teve início às 9h30.
DOM WILSON
DOM MURILO
segunda-feira, 18 de julho de 2011
terça-feira, 4 de agosto de 2009
4 DE AGOSTO:DIA DO PADRE



O dia do padre é celebrado oficialmente em 4 de agosto, data da festa de São João Maria Vianney, desde 1929, quando o Papa Pio XI, o proclamou "homem extraordinário e todo apostólico, padroeiro celeste de todos os párocos de Roma e do mundo católico".
Padroeiro é o representante de uma categoria de pessoas, cuja vida e santidade comprovadas estimulam a uma vida de fé em comunhão com a vontade de Deus. Tendo em vista essa explicação, vamos entender porque a Igreja, o escolheu como exemplo a ser seguido pelos sacerdotes, na condução de seus rebanhos.
Este santo homem nasceu na França, no ano de 1786, e depois de passar por muitas dificuldades por causa das poucas habilidades, foi ordenado sacerdote. Mas o bispo que o ordenou acreditou que o seu ministério não seria o do confessionário, entendendo que sua capacidade intelectual era muito limitada para dar conselhos.
Foi enviado para a pequenina Ars, no interior da França, como auxiliar do padre Balley, o mesmo que vislumbrou, por santa inspiração, seu dom de vocação, e confiando nele o preparou para o sacerdócio. E esse pároco, outra vez inspirado, acreditou que seu dom era justamente o do conselho e o colocou servindo no confessionário.
Assim, padre João Maria Vianney, homem justo, bom, extremado penitente e caridoso, converteu e uniu toda Ars. Amado e respeitado por todos os fiéis e pelo clero da Igreja, sua fama de conselheiro correu por todo o mudo cristão. Assim, ele se tornou um dos mais famosos confessores da história da Igreja. Conhecido também o Cura d´Ars, mais tarde, foi o pároco da cidade onde morreu em 1858, sendo canonizado em 1925.
Sem dúvida, São João Maria Vianney é o melhor exemplo das palavras profetizadas pelo apóstolo Paulo: "Deus escolheu os insignificantes para confundir os grandes". Ser padre é isso, exatamente a vida inteirinha do seu padroeiro.
Ele entende o chamado para ser um servo de Deus, um sacerdote, um "pai" (padre) à semelhança de Cristo que amou e deu sua vida ao povo pobre, simples e marginalizado. Nunca exita. Tudo aceita, confia e acredita em Deus e na sua Providência, e caminha seguro para missão que lhe é designada.
A vida simples e a simplicidade dos ensinamentos Jesus Cristo, são o fundamento do seu ministério, único parâmetro e exemplo a seguir. A sua tarefa é continuar a missão de Jesus Cristo, o único e eterno sacerdote. É o padre, que através do Evangelho, leva os homens a Deus, pela conversão da fé em Cristo. Por isso, são pessoas que nascem com esse dom e logo cedo ou no momento oportuno, ouvem o chamado de Deus para se consagrarem a servir à comunidade, nos assuntos que se referem a Ele.
Ser padre é ser "pai" de uma comunidade inteira. Como tal, é o homem da Palavra de Deus, da Eucaristia, do perdão e da bênção, exemplo de humildade, penitência e tolerância, o pregador e conversor da fé cristã. Enfim, um comunicador e entusiasta da Igreja, que luta por uma vivência cristã mais perfeita. Dessa Igreja missionária, que não sobreviveria sem o sacerdote, como indicou o próprio Jesus Cristo, seu fundador pela Paixão por nós.
Sua missão é construir comunidades, entender a alma humana e perdoar os pecados, evangelizar, unir e alimentar a comunidade pela Eucaristia. Entendem, como diz Lucas 21, 15 "Eu vos darei eloqüência e sabedoria, às quais nenhum de vossos adversários poderá resistir nem contradizer", e são verdadeiras testemunhas da fé, por sua oração, sacrifício e, coragem cristã.
Padre Significa “pai”, assim como o pai cuida de seus filhos o padre cuida daqueles que participam da nossa paróquia para que cresçam como verdadeiros filhos de Deus.
Ser padre é ser abençoado e verdadeiramente escolhido por Deus. Sem dúvida nenhuma, somente alguém que tem Deus ao seu lado é capaz de realizar tantos feitos como celebrar a Eucaristia, pregar o Evangelho, acolher os pecadores, orientar e acompanhar como somente um pai pode fazer. Um pai espiritual dado pelo Senhor para nos guiar no caminho da salvação.
O padre, como todos nós podemos ver, é o primeiro missionário de nossa comunidade. Ele está sempre conosco, atendendo as necessidades do povo, instruindo, confortando, visitando famílias, doentes, rezando missas, atendendo os pobres. Ser padre não é uma tarefa fácil! Deixar tudo é entregar-se completamente nas mãos do Senhor. Esta vocação pede força e fé. Muita fé.
O padre é sinal de Deus, ele prega a Palavra de Deus e consagra as hóstias, pedacinhos de pão que se tornam o Corpo de Jesus. Por isso Deus chama para a vida sacerdotal quem tem um coração aberto para servir e se desapegar de tantas coisas que para nós, parecem tão importantes. A grande riqueza do padre é Jesus que ele escolheu seguir por toda a vida. O padre precisa de nós tanto quanto nós dele. Precisa do nosso apoio, colaboração e compreensão; precisa do nosso amor, da nossa amizade e de nossas orações, para que Deus lhe dê animo e coragem para seguir confiante e com alegria em sua missão.
Ter um padre em nossas comunidades é uma benção de Deus e isto precisa ser celebrado com muito amor e alegria.
Parabéns a todos os padres, que Deus renove diariamente a belíssima vocação a que foram chamados e a qual disseram SIM.
Deus os abençoe e guarde!
Fonte:www.arquifln.org.br
segunda-feira, 13 de julho de 2009
CONVÍVIO VOCACIONAL 2009

O Seminário de Azambuja estará realizando nos dias 31 de julho, 01 e 02 agosto o Convívio Vocacional. O encontro é destinado aos jovens que cursam a 7ª série ou níveis acima. O encontro terá início às 18h de sexta-feira e o término no domingo, às 16h.
É realizado anualmente para oportunizar aos jovens vocacionados conhecerem o Seminário e discernirem melhor a vocação à qual são chamados. Este ano o evento tem inspiração no “Ano Sacerdotal”. Durante os dois dias do Convívio, os participantes terão momentos de reflexão, oração e lazer. “Esperamos criar laços de amizade entre os vocacio-nados e os formadores, além da convivência com nos- sos seminaristas”, disse Pe. Pedro Schlichting, reitor do Seminário de Azambuja.
“Esperamos poder acolher bem aqueles que desejarem participar conosco nestes dias, em que juntos cresceremos mais no conhecimento do chamado de Deus em nossa vida. Certamente, nosso encontro se tornará mais frutuoso se outros padres puderem pelo menos em alguns momentos fazer parte desse Convívio. Será uma imensa alegria poder acolhê-los em nosso Seminário”, convida a equipe de animação do Seminário.
Mais informações pelo fone (47) 3396-6276, com o Pe. Pedro ou com o Pe. Gercíno Atílio Piazza
domingo, 14 de junho de 2009
ANO SACERDOTAL




























Hino do Ano Sacerdotal (Pe. Ney Brasil)
(pelo sesquicentenário de S. João Maria Vianney: 1859-2009)
Letra e música: Pe. Ney Brasil Pereira
Refrão:
Ano sacerdotal, ano presbiteral,
ano vocacional: a Igreja vem convocar!
Ano sacerdotal, ano presbiteral,
ano vocacional: Senhor, eis-nos, vem chamar!
1. Escuta a nossa prece, / a prece que ensinaste:
Envia, Senhor da messe, / operários, Senhor! (Mt 9,38)
2. Contigo somos a Igreja, / teu Corpo, és a Cabeça, (cf Cl 1,18)
Teus membros, a Ti unidos, / um rebanho e um Pastor! (cf Jo 10,16)
3. Nós somos teu povo santo, / um povo sacerdotal, (cf 1Pd 2,9)
Tu és nosso Sacerdote (cf Hb 5,10), / deste a vida por nós! (cf 1Jo 3,16)
4. Na Igreja são necessários / ministros, teus servidores:
O padre, o bispo, seja / o primeiro a servir! (cf Mt 23,11)
5. De Cristo a fidelidade (cf 2 Tm 2,13) / seja a dos seus sacerdotes:
Fiéis administradores / dos mistérios de Deus! (cf 1Cor 4,1-2)
6. Pastores eu vos darei / segundo o meu Coração (Jr 3,15):
São João Vianney inspire, / seu exemplo e missão!
Os padres e diáconos são convidados a participar da celebração no Santuário de Azambuja, no dia 19/06
No dia 19 de junho, toda a Igreja inicia a celebração do “Ano Sacerdotal”. Três eventos marcam a abertura do "Ano" nesse dia. Pela manhã, todos os padres são convidados a participar de um encontro de oração no Santuário de Azambuja, em Brusque. O encontro será presidido pelo nosso arcebispo, Dom Murilo Krieger.
Durante o dia, nas paróquias, haverá momentos de adoração ao Santíssimo. À noite, será realizada uma missa especial em todas as igrejas matrizes da Arquidiocese.
Proposta do Papa
O Ano Sacerdotal, por vontade do papa Bento XVI, marca os 150 anos do falecimento do Santo Cura de Ars, São João Maria Vianney. O "Ano", que vai de 19 de junho de 2009 a 19 de junho de 2010, terá como tema: "Fidelidade de Cristo, fidelidade do sacerdote". O Santo Padre abrirá esse "Ano" presidindo a celebração das Vésperas na Basílica de São Pedro, em 19 de junho, na presença de uma relíquia do Cura de Ars, trazida pelo Bispo de Belley-Ars. O "Ano" se encerrará em 19 de junho de 2010, com um "Encontro Mundial Sacerdotal. em Roma.
Durante esse Ano jubilar, Bento XVI proclamará São João Maria Vianney "Padroeiro de todos os sacerdotes do mundo". Além disso, será publicado o "Diretório para os Confessores e os Diretores Espirituais", junto a uma coletânea de textos do Santo Padre sobre temas essenciais da vida e da missão presbiteral na época atual.
«Os padres são importantes pelo que são», diz Cardeal Hummes
O prefeito da Congregação para o Clero, Cardeal Cláudio Hummes, divulgou uma carta por ocasião do Ano Sacerdotal, que terá início no dia 19 de junho, festa do Sagrado Coração de Jesus e Dia Mundial de Oração pela santificação dos sacerdotes.
Para o cardeal, a convocação deste ano teve uma repercussão mundial positiva, em especial entre os próprios sacerdotes: "Todos queremos nos empenhar, com determinação, profundidade e fervor, a fim de que seja um ano amplamente celebrado em todo o mundo, com toda a sua grandeza e com a participação do nosso povo católico, que sem dúvida ama seus sacerdotes e os quer ver felizes, santos e repletos de alegria".
Deverá ser um ano positivo e propositivo, em que a Igreja quer dizer que está orgulhosa de seus sacerdotes. "Eles são importantes não somente por aquilo que fazem – afirma o cardeal brasileiro –, mas por aquilo que são."
É verdade que alguns deles se viram implicados em graves problemas, mas representam uma porcentagem muito pequena em relação ao número total do clero: "A imensa maioria dos sacerdotes são pessoas digníssimas, dedicadas ao ministério, homens de oração e de caridade pastoral, que vivem para atuar a própria vocação e missão com grandes sacrifícios pessoais, solidários para com os pobres e com quem sofre".
O Ano Sacerdotal, portanto, deve ser uma ocasião para aprofundar a identidade sacerdotal, a teologia sobre o sacerdócio católico e o sentido da vocação e da missão dos sacerdotes na Igreja e na sociedade. Para isso, será necessário organizar encontros de estudo, jornadas de reflexão, exercícios espirituais específicos, conferências e semanas teológicas.
Em especial, deverá ser um ano de oração dos sacerdotes, com os sacerdotes e pelos sacerdotes, para que sejam examinadas as condições concretas, espirituais e materiais em que vivem; um ano de renovação da espiritualidade do presbitério e de cada um dos presbíteros.
Por fim, o cardeal convida todas as Igrejas locais a participarem da inauguração do Ano Sacerdotal com um ato litúrgico específico. "Serão bem recebidos em Roma todos aqueles que poderão estar presentes, a fim de manifestar a própria participação a esta feliz iniciativa do papa."
O Ano Sacerdotal foi convocado por Bento XVI para celebrar os 150 anos da morte de São João Maria Batista Vianney, o Santo Cura d'Ars.
Entrevista com o cardeal Claudio Hummes, prefeito da Congregação para o Clero
No próximo dia 19 de junho, o Papa Bento XVI inaugurará na Basílica de São Pedro o Ano Sacerdotal, com o tema: “Fidelidade de Cristo, fidelidade do sacerdote”.
Durante este ano, Bento XVI proclamará São João Maria Vianney como “padroeiro de todos os sacerdotes do mundo”. Igualmente, será publicado o “Diretório para os confessores e diretores espirituais”, assim como uma recopilação de textos do Papa sobre temas essenciais da vida e da missão sacerdotal na época atual.
Zenit conversou com o cardeal brasileiro Claudio Hummes, O.F.M., prefeito para a Congregação do Clero e bispo emérito de São Paulo, que apresenta este ano como “propositivo” e como uma oportunidade para que os sacerdotes recordem que “a Igreja os ama, que se preocupa com eles”.
– Qual é o principal objetivo do ano sacerdotal?
– Cardeal Hummes: Em primeiro lugar, a circunstância. Será um ano jubilar pelos 150 anos da morte de São João Maria Vianney, mais conhecido como o Santo Cura de Ars. Esta é a oportunidade, mas o motivo fundamental é que o Papa quer dar aos sacerdotes uma importância especial e dizer quanto os ama, quanto os quer ajudar a viver com alegria e com fervor sua vocação e missão.
Esta iniciativa do Papa acontece em um momento de grande expansão de uma nova cultura: hoje domina a cultura pós-moderna, relativista, urbana, pluralista, secularizada, laicista, na qual os sacerdotes devem viver sua vocação e sua missão.
O desafio é entender como ser sacerdote neste novo tempo, não para condenar o mundo, mas para salvar o mundo, como Jesus, que não veio para condená-lo mas para salvá-lo.
O sacerdote deve fazer isso de coração, com muita abertura, sem “demonizar” a sociedade. Deve estar integrado nela com a alegria missionária de querer levar as pessoas desta sociedade a Jesus Cristo.
É necessário dar uma oportunidade para que todos orem com os sacerdotes e pelos sacerdotes, convocar os sacerdotes a orar, fazê-lo da melhor maneira possível na sociedade atual e também, eventualmente, tomar iniciativas para que os sacerdotes tenham melhores condições para viver sua vocação e a missão.
É um ano positivo e propositivo. Não se trata, em primeiro lugar, de corrigir os sacerdotes. Há problemas que sempre devem ser corrigidos e a Igreja não pode fechar os olhos, mas sabemos que a grande maioria dos sacerdotes tem uma grande dignidade e adere ao seu ministério e à sua vocação. Dão sua vida por esta vocação que aceitaram livremente.
Lamentavelmente, existem os problemas dos quais nos inteiramos nos últimos anos relativos à pedofilia e outros delitos sexuais graves, mas, como máximo, talvez podem chegar a 4% do clero. A Igreja quer dizer aos 96% restantes que estamos orgulhosos deles, que são homens de Deus e que queremos ajudá-los e reconhecer tudo o que fazem como testemunho de vida.
É também um momento oportuno para intensificar e aprofundar a questão de como ser sacerdotes neste mundo que muda e que Deus colocou diante de nós para ser salvo.
– Por que o Papa apresentou São João Maria Vianney como modelo para os sacerdotes?
– Cardeal Hummes: Porque há muito tempo é o padroeiro dos párocos. Faz parte do mundo do presbítero. Queremos também estimular várias nações e conferências episcopais ou igrejas locais para que escolham algum sacerdote exemplar de sua área, apresentá-lo ao mundo e aos jovens. Homens e sacerdotes que sejam verdadeiramente modelos, que possam inspirar e possam renovar a convicção do grande valor e da importância do ministério sacerdotal.
– Para o senhor, como sacerdote, qual é o aspecto mais belo de sua vocação?
– Cardeal Hummes: Esta pergunta me faz recordar um fato de São Francisco de Assis: Ele disse uma vez: “Se me encontrasse pelo caminho com um sacerdote e um anjo, saudaria primeiro o sacerdote e depois o anjo. Por quê? Porque o sacerdote é quem nos dá Cristo na Eucaristia”. Isto é o mais fundamental e maravilhoso: o sacerdote tem o dom e a graça de Deus para ser ministro deste grande mistério da Eucaristia.
O sacerdócio foi instituído por Jesus Cristo na Última Ceia. Quando disse “Fazei isto em memória de mim”, deu aos apóstolos este mandamento e também o poder de fazer isto, de fazer o mesmo que Jesus fez na última ceia. E estes apóstolos transmitiram, por sua vez, este ministério e este poder divino aos homens que são bispos e sacerdotes.
Isto é o mais importante e o centro. A Eucaristia é o centro da Igreja. O Papa João Paulo II disse que a Igreja vive da Eucaristia. O sacerdote é o ministro deste grande sacramento, que é o memorial da morte de Jesus.
E depois temos também o sacramento da Reconciliação. Jesus disse: “A quem perdoardes os pecados, eles lhes serão perdoados” (Jo 20, 23). Veio para reconciliar o mundo com Deus e os seres humanos entre eles. Deu o Espírito Santo aos apóstolos, soprando sobre eles.
Ele deu aos apóstolos, em nome de Deus e seu, aquilo que havia adquirido com seu sangue e com sua vida na Cruz, transformando a violência em um ato de amor para o perdão dos pecados. E disse aos apóstolos que serão os ministros deste perdão. Isto é fundamental para todos. Cada um quer ser perdoado de seus pecados, estar em paz com Deus e com os demais. O mistério da reconciliação é muito importante na vida do sacerdote.
Há outras muitas ações, como a evangelização, o anúncio da pessoa de Jesus Cristo morto e ressuscitado, de seu reino. O mundo tem direito de saber e conhecer Jesus Cristo e tudo o que significa seu Reino. Este é um ministério específico também do sacerdote, que compartilha com os bispos e com os leigos, que fazem o anúncio da Palavra e devem levar as pessoas a um encontro intenso e pessoal com Jesus Cristo.
Subsídios para a Celebração de abertura
O Ano Sacerdotal foi convocado pelo papa Bento XVI para celebrar os 150 anos da morte de São João Maria Batista Vianney, o Santo Cura d'Ars.
Terá início no dia 19 de junho, festa do Sagrado Coração de Jesus e Dia Mundial de Oração pela santificação dos sacerdotes.
Em nosssa Arquidiocese a abertura será também no dia 19 de junho em todas as paróquias.
O tema escolhido para o Ano Sacerdotal é «Fidelidade de Cristo, fidelidade do sacerdote». Está previsto que o Papa o abra com uma celebração de Vésperas, em 19 de junho, solenidade do Sagrado Coração de Jesus e Dia de Santificação Sacerdotal, «em presença da relíquia do Cura de Ars trazida pelo bispo de Belley-Ars», Dom Guy Claude Bagnard, segundo informa a Santa Sé.
O encerramento será celebrado justamente um ano depois, com um «Encontro Mundial Sacerdotal» na Praça de São Pedro.
Durante este Ano jubilar, está prevista a publicação de um «Diretório para os Confessores e Diretores Espirituais», assim como de uma «recompilação de textos do Papa sobre os temas essenciais da vida e da missão sacerdotais na época atual».
Ainda de acordo com o comunicado, durante este ano jubilar, Bento XVI proclamará São João Maria Vianney como “Padroeiro” de todos os sacerdotes do mundo”.
O objetivo deste ano é, segundo expressou o próprio Papa aos membros da Congregação para o Clero, «ajudar a perceber cada vez mais a importância do papel e da missão do sacerdote na Igreja e na sociedade contemporânea».
Outro tema importante no qual se quer incidir, segundo o comunicado da Congregação, é a «necessidade de potenciar a formação permanente dos sacerdotes ligando-a à dos seminaristas».
Palavra do Arcebispo de Florianópolis Dom Murilo Sebastião Ramos Krieger: Um seminarista por paróquia
um século e meio atrás morria em Ars (França) São João Maria Vianney, universalmente conhecido com o nome de Cura d´Ars. Por quarenta anos tinha sido responsável por uma pequena comunidade paroquial. Com uma pregação simples, vida austera e intensa vida de oração, atraiu multidões em vida e um número incalculável de admiradores após sua morte. Para celebrar o 150º aniversário de seu falecimento, o Papa Bento XVI instituiu um Ano Sacerdotal, que começar á dia 19 de junho de 2009 e terminar á dia 19 de junho de 2010. Esse Ano terá como lema: "Fidelidade de Cristo, fidelidade do sacerdote".
Antes do anúncio do "Ano Sacerdotal" nós, da Arquidiocese de Florianópolis, havíamos aprovado um Ano das Vocações, que seria celebrado praticamente no mesmo período. Decidimos, então, unir as duas iniciativas e, sob a capa do "Ano Sacerdotal", fazer um intenso trabalho vocacional em nossa Arquidiocese. Por quê
Temos uma Igreja Particular cuja população cresce quase 40% a cada dez anos. Nossas vocações sacerdotais, contudo, não têm crescido na mesma proporção. Como explicar o reduzido número de nossos seminaristas
Mais do que ficar em reflexões estéreis, venho propor uma meta: com o esforço concentrado dos párocos, dos demais sacerdotes e dos diáconos; dos religiosos e das religiosas; dos e das catequistas; dos membros das pastorais e dos movimentos; enfim, de todo o povo de Deus, cada paróquia procurará garantir o envio de ao menos um seminarista por ano para o Seminário. Temos 66 paróquias; dessas, 50 estão nas mãos dos padres diocesanos e 16 na de religiosos. Se cada uma das 50 paróquias sob a responsabilidade de sacerdotes diocesanos garantir ao menos 1 candidato ao Seminário Arquidiocesano, teremos, anualmente, 50 novos seminaristas. A médio prazo, poderemos não somente ter uma resposta adequada às nossas necessidades como, também, concretizar o lema do centenário de nossa Arquidiocese ("De graça recebestes, de graça dai "- Mt 10,8), enviando missionários para dioceses necessitadas do Brasil ou ad gentes.
Estamos sonhando alto Certamente. Mas nossos sonhos têm fundamento: contamos com excelentes famílias em nossas comunidades; milhares de jovens são crismados anualmente; são muitos os jovens idealistas que encontramos a cada dia. Muitos deles não pensam na possibilidade de abraçar o sacerdócio porque nunca ouviram o chamado de Jesus Cristo. "E como ouvirão, se ninguém o proclamar" (Rm 10,14). Há necessidade, pois, de adultos que os ajudem a ouvir a voz do Bom Pastor - voz que continua a ressoar, repetindo o convite: "Segui-me, e eu farei de vós pescadores de homens" (Mt 4,19).
Por último, o que devia ter sido apresentado por primeiro: as vocações são fruto da oração, como nos ensina Jesus, ao recomendar "Pedi, pois, ao Senhor da colheita que envie trabalhadores para sua colheita" (Mt 9,38).
"Um ano para refletir, um ano para agradecer"
Cento e cinquenta anos atrás morria, em Ars, João Maria Vianney, universalmente conhecido com o nome de Cura d´Ars. Por quarenta anos tinha sido responsável por uma pequena comunidade paroquial. Com uma pregação simples, uma vida austera e uma intensa vida de oração, atraiu multidões em vida e um número incalculável de admiradores após sua morte. Para celebrar o 150º aniversário de seu falecimento, o Papa Bento XVI instituiu um “Ano Sacerdotal”, que começará dia 19 de junho de 2009 e terminará dia 19 de junho de 2010. Esse Ano terá como lema: Fidelidade de Cristo, fidelidade do sacerdote.
Ao longo do “Ano Sacerdotal”, duas serão as celebrações especiais: 1ª) a proclamação do Cura d´Ars como padroeiro de todos os sacerdotes – atualmente é o padroeiro dos párocos; 2ª) o encontro mundial do Papa com os sacerdotes na Praça S. Pedro. Além disso, será publicado o “Diretório para os Confessores e os Diretores Espirituais” e, também, uma coletânea dos escritos de Bento XVI sobre o ministério e a vida do sacerdote.
O “Ano Sacerdotal” deverá chamar a atenção dos fiéis para o dom da vocação sacerdotal e dos sacerdotes para a graça que receberam do Senhor que os chamou. Como não exprimir, ao longo desse ano, nossa gratidão e estima a inúmeros sacerdotes que, com sua dedicação diária e silenciosa, demonstraram sua fidelidade a Cristo e à Igreja e, com isso, nos beneficiaram?...
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Dom Murilo S.R. Krieger, scj
Arcebispo de Florianópolis
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Criação e Arte: Claudio Pastro
Vermelho
Sangue. É a humanidade do sacerdote, ser adâmico (Adão, do heb.: dam - sangue, daí adamá, terra), ser terrenal. “Todo sacerdote é tomado do meio do povo e representa o povo nas suas relações com Deus, para oferecer dons e sacrifícios pelos pecados”. (Hb 5,1)
Cruz
A humanidade do sacerdote há que ser atravessada e redimida pela cruz. A cruz aqui é litúrgica, sacerdotal: seus braços levemente erguidos falam de gratidão, de ação de graças e elevam o mundo.
Cálice e Pão
É a Eucaristia. O sacerdote é ordenado para o santo sacrifício da missa. O padre é o homem da Eucaristia celebrada e adorada. “A Liturgia é simultaneamente a meta para a qual se encaminha a ação da Igreja e a fonte de onde promana toda a sua força”. (SC 10)
Fidelidade
O lema do ano sacerdotal é “Fidelidade de Cristo, fidelidade do sacerdote”. Na fidelidade de Cristo, o presbítero encontrará o fundamento de sua frágil fidelidade: “Se formos infiéis, Ele permanecerá fiel”. (2Tm 2,10-13)
Ano Sacerdotal, de 19 de junho de 2009 a 19 de junho de 2010.
Tema: «Fidelidade de Cristo, fidelidade do sacerdote
FONTE DOS TEXTOS:
www.arquifln.org.br
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